Como estudar francês para o CACD

Share on facebook
Facebook
Share on whatsapp
WhatsApp

O estudo da língua francesa tem sido um grande desafio para boa parte dos candidatos, principalmente para aqueles que ainda não dominam o idioma e desejam ingressar no Instituto Rio Branco.

Para você ter uma ideia, a menor média de pontuação do ano passado (2018) foi em francês e espanhol. Este fenômeno é observado tanto nas notas dos que hoje estão no curso de formação quanto nos resultados dos que continuam lutando pela vaga.

Essa dificuldade pode ter diversas origens, mas eu acredito que a ausência de foco e o desconhecimento de uma metodologia eficaz sejam as principais causas desse mau desempenho.

A falta de foco começa na escolha do curso para começar a aprender o idioma. Um curso regular requer muito tempo de estudo e desenvolve habilidades desnecessárias para o exame.

Para fazer uma boa prova, precisamos apenas saber ler e escrever bem. As habilidades da fala e da escuta podem ser excluídas sem prejuízo algum para o nosso estudo. Então, por que focar nas quatro habilidades se utilizaremos apenas duas delas?

Ler é essencial, mas…

Não se pode aprender a escrever em francês apenas lendo. É preciso criar coragem e começar a escrever. Os erros fazem parte de qualquer processo de aprendizagem e devem servir para seu aprimoramento.

O ideal é praticarmos a leitura atenta à forma, não apenas ao conteúdo. A forma são as palavras, as expressões e as estruturas da língua francesa. Registrar e organizar essas informações em listas e tabelas é fundamental para melhorarmos o idioma, pois só assim poderemos reutilizar em nossa escrita o que foi aprendido durante a leitura.

Há várias formas de organizar o resultado de nossas leituras, incluindo aplicativos de repetição espaçada, que permitirão o estudo do vocabulário de forma eficaz, evitando que as informações menos conhecidas se percam em uma lista enorme de palavras e expressões.

É importante ter em mente que, apesar de termos acesso a inúmeras formas de revisitar este conteúdo, devemos selecionar apenas uma delas (talvez duas, mas não mais que três). O excesso de informação distribuída em diferentes recursos dificulta a nossa revisão, seja de uma lista de vocabulário da língua francesa ou uma lista de acordos comerciais do Brasil.

Uma leitura atenta também pode contribuir para aumentar a qualidade de nosso conhecimento da gramática do idioma. A curiosidade entra em jogo e a pesquisa sobre aquele “y” perdido no texto ou sobre aquela flexão verbal “fut” nos fará aprender mais e fixar regras de forma contextualizada.

É claro que também será necessário estudar gramática de forma mais estruturada, elegendo um livro para seguir. Eu recomendo a Grammaire en dialogues. Ela funciona como a Grammaire progressive, mas inclui diálogos divertidos que utilizaremos para melhorar a nossa leitura e para poder observar as regras gramaticais contextualizadas. Livros especializados para o estudo do vocabulário (Bled e Bescherelle, por exemplo) podem igualmente cumprir um bom papel.    

No entanto, todo esse conhecimento armazenado em nossa zona de compreensão será inútil. Precisamos, então, transferir o que aprendemos para a nossa escrita. A prática não pode esperar muito tempo.

Para se aprender a ler, é preciso ler muito; para se traduzir e verter com maestria, é preciso praticar tradução e versão; para se resumir bem, resumir diversos textos; e, para se escrever adequadamente, escrever bastante.

Isso deve acontecer desde os primeiros níveis. O vocabulário, a gramática e as estruturas serão básicas e não há nada de mal nisso. Pelo contrário, este é o momento ideal para começar a aprender a escrever de forma simples e a entender que a escrita complexa serve apenas para confundir o seu leitor e aumentar o risco de erros.

A estrutura ideal do francês e da maioria dos idiomas ocidentais é SVO (Sujeito-Verbo-Objeto). Esses três elementos são chamados de essenciais e são eles que formarão o esqueleto de minhas frases. Com essa tríade sempre em mente, é possível construir frases claras e bem estruturadas.

Resumindo…

O seu estudo de francês para o CACD deve priorizar a formação de vocabulário, o conhecimento das regras gramaticais, a prática da tradução/versão e o desenvolvimento da escrita desde a primeira aula.

O foco correto pode diminuir muito o tempo de preparação. Pensar de uma forma pragmática, principalmente quando se trata de uma disciplina desafiadora e de difícil tratamento, vai ajudar você a vencer as barreiras do estudo da língua francesa.

Pensando em todos esses aspectos, criei um percurso a ser seguido, composto de vídeos teóricos e de dezenas de exercícios. No início dos módulos, estudaremos 6 tópicos gramaticais e, em seguida, praticaremos a leitura, o vocabulário, a gramática, a tradução/versão, a redação e, a partir do nível intermediário, o resumo.

No total, temos 5 módulos: Básico 1, Básico 2, Intermediário 1, Intermediário 2 e Avançado. O candidato pode se inscrever no percurso completo ou em cada módulo separadamente. A duração de cada nível é de aproximadamente 3 meses, mas o acesso ao conteúdo não expira.

A ideia é começar a desenvolver as habilidades necessárias para a prova desde o primeiro nível, com exercícios básicos, e avançar gradualmente, atingindo o nível da prova no nível avançado.

Caso você deseje se preparar de uma forma efetiva para o CACD, recomendo que acesse os links a seguir, conheça melhor os cursos e faça a sua inscrição para começar os seus estudos ainda hoje.

Percurso Completo

Nível Básico

Nível Intermediário

Nível Avançado

Igor Barca

Igor Barca

Sou professor de idiomas há mais de 10 anos e, em 2010, comecei a ensinar francês e inglês para o CACD.

Mais sobre mim