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Bate-papo com Bruno Portugal, aprovado no CACD 2020

1. Bruno, seja muito bem-vindo ao nosso novo espaço aqui no blog do Estude Idiomas! Antes de começar com as perguntas mais direcionadas sobre a sua preparação, poderia nos contar um pouco sobre você? De onde você é? Em que se formou? Você sempre quis ser diplomata?

Obrigado pelo convite, professor. É um prazer participar dessa conversa. Bem, meu nome é Bruno Santiago Portugal. Nasci e moro dem Salvador, Bahia. Eu me formei no Bacharelado Interdisciplinar em Humanidades, na Universidade Federal da Bahia (UFBa). Sempre disse que queria ser diplomata (desde que me entendo por gente, poderia dizer), mas isso poderia não ter se tornado realidade — afinal, são muitos os caminhos que levam a nos afastar dos nossos sonhos. Acredito que ter escolhido o BI em Humanidades na minha graduação foi um passo importante na decisão para seguir posteriormente o CACD, pois este é um curso completamente flexível, de modo que eu montei autonomamente 90% da minha grade curricular. Escolhi o BI pois nenhuma graduação sozinha prepara um candidato para esse concurso e, ao longo do meu curso, conseguir ter uma formação com matérias das graduações de História do Brasil (4 matérias), História Mundial (4 Matérias), RI (5 matérias), Geografia (5 matérias), Economia (3 matérias), Francês (4 matérias em Língua Estrangeira Moderna, em Letras) e Direito Constitucional (3 matérias).

2. Quem acompanha o CACD sabe que este é um concurso que exige uma preparação de longo prazo. Quanto tempo você estudou para o concurso?

Entre 3 e 4 anos.

Em 2017, eu comecei a realmente estudar para o concurso, mas fiz o TPS daquele ano sem ter passado por todo o edital. Acredito que, em 2017, eu havia visto cerca de 1/3 do edital do CACD.

Conhecendo melhor o edital e tendo já uma experiência de 1ª Fase, eu digo que meu primeiro concurso foi realmente o de 2018, no qual não passei no TPS, obtendo uma nota bem próxima à nota de corte.

Em 2019, fui aprovado na 1ª Fase, mas tive um resultado ruim nas discursivas. Agora, no CACD 20202021, consegui ser aprovado ao final do concurso.

3. Como foi a sua preparação? Você conciliou trabalho e estudo? Que estratégias utilizou?

Não trabalhei ao longo da minha preparação. Em verdade, juntava dinheiro para o CACD desde os meus 14 anos, sempre separando metade de tudo o que ganhava para poder investir na minha preparação, quando resolvesse me dedicar exclusivamente ao concurso.

Essa dedicação exclusiva só foi possível, no entanto, porque eu tive todo o apoio e o suporte da minha família, tanto financeiro quanto emocional-psicológico. Sobretudo nesse longo período de concurso e pandemia, o apoio de todos os que amo me foi essencial para a aprovação.

4. Agora, falando especificamente sobre os idiomas: você tinha habilidade com as línguas estrangeiras antes de iniciar a preparação para o concurso?

Havia estudado as três línguas estrangeiras do CACD, mas reconheço que não havia real noção da exigência e da especificidade da preparação para os idiomas. Nunca morei fora, nem fiz intercâmbio, mas havia estudado as línguas desde muito jovem e cursei, especificamente no caso de Francês, matérias do Instituto de Letras da UFBA, que me deram uma base muito boa na parte gramatical. Dito isso, não posso ser mais enfático quando digo que o CACD requer uma preparação específica, com professores experientes que conheçam a prova. Sem isso, o conhecimento prévio e as habilidades com as línguas estrangeiras provavelmente não serão suficientes. 

5. Em sua opinião, qual foi a língua que deu mais trabalho? Por quê?

Francês, sem sombra de dúvida. Ter de fazer a prova de francês junto com a de espanhol em um período de 4h é uma dificuldade adicional que me parece prejudicar bastante os candidatos, de maneira geral. Em 2019, tive um resultado péssimo na prova de Francês, por volta de 9 pontos dos 50 possíveis (e eu credito essa nota também por ter ido fazer as provas sem uma estratégia específica, de modo que eu saía de uma atividade de espanhol e passava para outra de francês, confundindo por vezes as línguas e cometendo erros facilmente identificáveis). Após aquele concurso, resolvi me dedicar muito à língua francesa, o que se mostrou uma decisão acertada, pois quase quadrupliquei a minha nota no CACD 20202021

6. Você fez alguns simulados de francês comigo. Como eles ajudaram em sua preparação para a prova de língua francesa?

Contratei os simulados de francês ainda em 2020, de maneira a começar um estudo que me ajudasse a superar as dificuldades que identifiquei na prova de 2019. Acredito que eles me foram muito úteis, sobretudo porque, em meio à pandemia, a flexibilidade para entregar as respostas, a rapidez na devolução das correções e as marcações extremamente meticulosas me foram muito importantes para retomar um estudo mais focado na língua francesa. 

7. Você recomendaria a nossa escola para os futuros candidatos?

Recomendaria, sim. Especificamente para quem procura maior flexibilidade na resolução de simulados, as modalidades oferecidas pelo Estude Idiomas foram muito importantes na minha preparação.

8. Para finalizar, que dicas você daria para quem está trilhando o caminho rumo ao Instituto Rio Branco?

Aprenda com seus erros – quaisquer que sejam eles. Um resultado ruim no TPS, uma nota péssima em um simulado ou marcações de erros gramaticais em uma correção de francês ou de espanhol são oportunidades de aprendizado; são chances de você enfrentar seus pontos fracos e buscar evoluir na sua preparação.

Igor Barca

Igor Barca

Sou professor de idiomas há mais de 15 anos e, em 2010, comecei a ensinar francês e inglês para o CACD.

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